Sentei-me naquela praia deserta e iluminada pelos raios de sol que projectava o meu ser como um espelho que remonta no tempo através de eras passadas.
Remontei os anos de uma forma complativa, de olhos muito abertos e o coração quente. Descobri através do meu passado o que será o meu futuro e fiquei a saber que sou um bom conto. Um conto que não é massudo, nem chato, e nem fará os meus netos adormecer. Será a minha história, a mais linda história de amor passada em castelos medievais, no mar, na natureza, em casas simples, em cidades urbanas... numa realidade que é a minha, contada em forma de voz de fado, uma voz que me mantém em levitação entre dois copos de vinho do Porto.
Espreguicei-me entre areias douradas, rochas descaídas e pinheiros de séculos sem fim, e cheguei à conclusão que todo este contexto é um segredo escondido e incrivelmente maravilhoso.
Vasculhei na minha vida e construí um livro único que se desfolha vagarosamente e apaixonadamente sobre todo o meu ego, fazendo passar, a quem o lê, agradáveis momentos passinantes e coloridos daquilo que eu sou na realidade, transbordando de amor e carinho todos os que amo indefinitivamente.
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